Valentes...

No dia 06 de junho comemoraram-se os 65 anos do Dia D. Sempre aparecem na TV as celebrações nas praias da Normandia. Em 1944 nem meus pais haviam nascido. Porém é de suma importância manter viva tal comemoração, para que nós e a as gerações que estão chegando, tenham ciência que vivemos anos luminosos sem o fantasma de uma guerra daquela proporção em curso. Sem a angústia de ter familiares mortos de uma forma tão estúpida.
Recentemente assisti “O Mais Longo dos Dias” e também o seriado da HBO – Band Of Brothers – 7 DVDs quase em uma só tacada. Histórias cheia de heróis, que me remetem a dois pensamentos: a gratidão que todo o mundo moderno deve à coragem daqueles, e o respeito à liberdade, vendida tão cara naqueles dias. Os veteranos que ainda comparecem às celebrações, hoje têm por volta de 80 anos, são como se pertecessem a outa época. Uma época em que movidos por um romantismo inocente, que não mais existe (muitos foram voluntários) e que foram lutar na Europa, contra um regime maléfico e distorcido, que assassinou milhões, cujo o único crime foi nascer de pais de etnia diversa. Acho que muitos sequer sabiam de fato, por que foram lutar. Mas hoje, tenho certeza de que estão orgulhosos porque sabem que a guerra deles era justa. Algumas guerras são mais justas que outras. E eles sabem que seus camaradas mortos naquela praia não morreram em vão, estejam eles sepultados sob a Estrela de Davi ou sob a Cruz Cristã. Esses vovôs são os verdadeiros valentes.
