sábado, 30 de setembro de 2006

The boy... 51 anos esta noite...


Hoje faz 51 anos que no cruzamento das rodovias US 466 e 41, na Califórnia, James Dean acelerou seu Porshe Spyder a 115 milhas por hora (quase 190 Km/h) e colidiu com uma limusine Plymouth... Morto na hora, com fratura na vértebra cervical... Aos 24 anos... Anos depois, viajando pela Califórnia, passei por esse cruzamento. Tínhamos naquela hora a mesma idade. Pensei como teria sido legal se pudesse estar ali no passado e sinalizar para que ele desviasse ou diminuísse a marcha... Mas, pensando bem, isso significaria que ele envelheceria, engordaria e faria filmes burocráticos impostos pelos estúdios. Que o seu triste sorriso acabaria se escondendo atrás das rugas e das marcas que povoam o rosto dos homens quando envelhecem e que afinal seria assim que ele acabaria sendo lembrado - o velho ator milionário que morre de ataque cardíaco, recluso em sua mansão em Beverly Hills... O mesmo destino trágico que o matou naquele dia, foi sua benção... A partir daí, ele será sempre jovem, mais rápido do que os raios do sol... Será sempre bonito e nunca entrará em decadência física ou moral. Se algum dia eu passar novamente naquele cruzamento de estradas, vou estar mais velho do que você, James Dean... Talvez tenha até conseguido construir algo de concreto... Mas você sempre será o menino do século XX... Você sempre terá 24 anos...

sexta-feira, 22 de setembro de 2006

Fora do tom...


acordei bemol
tudo estava sustenido
sol fazia
só não fazia sentido
(Paulo Leminski)

sexta-feira, 15 de setembro de 2006

Nada na mochila...



"Possua apenas o que você pode carregar. Conheça as línguas, conheça os países, conheça as pessoas. Deixe sua memória ser sua mala de viagem" (Aleksandr Isaevich Solzhenitsyn)

segunda-feira, 11 de setembro de 2006

Mãe, quero ser famoso...


Isso é que é material raro... Só existe um exemplar no mundo. Se tivéssemos ficado famosos, só com essa "fita-cassete" dava pra bancar o apartamento em Mônaco... Saudades dos tempos dos garotos que amavam os Beatles e os Rolling Stones (mais os Beatles do que os Rolling Stones - lógico), Rafa, Beto, Leandro e Fabiano.

Beautiful Boy...



John Lennon escreveu essa canção para Sean, seu único filho com Yoko Ono 
e a lançou em 1980, pouco antes de ser assassinado. A música fala da alegria 
de John em ser pai novamente e a felicidade que Sean lhe trazia. Também, 
era uma forma de dizer ao pequeno Sean que ele não se preocupasse, 
que seu pai não iria incorrer no mesmo erro, de deixá-lo crescer sem 
estar por perto, como aconteceu com seu primeiro filho Julian, que nascera 
em 1963, o auge da loucura da Beatlemania.
É uma homenagem a todos os meninos bonitos, principalmente um que 
vem freqüentando minha casa nesses últimos meses e a cada dia que passa 
faz mais jus ao título da música.

Beautiful Boy (Darling Boy)

Feche seus olhos
Não tenha medo
O monstro se foi
Ele está correndo e seu papai está aqui

Bonito, bonito, bonito
Menino bonito
Bonito, bonito, bonito
Menino bonito

Antes de dormir
Faça uma pequena oração
Diariamente em todos os sentidos
Está melhorando e melhorando

Lá fora no oceano que veleja afora
Eu quase não posso esperar
Para ver você virar gente...
Mas eu acho que vamos apenas ter que ser paciente
Porque o caminho é longo
Uma vida dura para vencer
Sim é um caminho longo
Mas enquanto isso

Antes que você atravesse a rua
Segure minha mão
Vida é o que acontece a você
Enquanto você está ocupado fazendo outros planos

Antes de dormir
Faça uma pequena oração
Diariamente em todos os sentidos
Está melhorando e melhorando

Bonito, bonito, bonito
Menino bonito (Menino querido)

Quem quiser assistir ao velho John cantar para o filho...


sexta-feira, 8 de setembro de 2006

King David.


Acidentalmente, caí na Wikipédia, no verbete “David”, e descobri que hoje, dia 08 de setembro, faz exatos 502 anos que o DAVID de Michelângelo, com mais de 5 metros de mármore, foi revelado pelo seu escultor, em Florença. Por ter um interesse especial na figura bíblica do Rei Davi, fiquei muito impressionado aos pés da escultura, no museu da academia em Florença, que retrata justamente o momento que antecedeu a grande batalha contra o gigante Golias. Conta a história ainda, que Davi todos os dias depois de exercer suas funções de Rei, passava noite adentro em estudos e depois da meia noite, compunha seus cânticos, súplicas e louvores até o amanhecer. Desta reverência ao Criador surgiu sua obra sagrada: os Salmos.

E aproveitando, transcrevo a parte inicial e final do meu preferido, Salmo 139, do Rei Davi:

Senhor, Tu me sondas, e me conheces.
Sabes quando me assento e quando me levanto; de longe penetras os meus pensamentos.
Esquadrinhas o meu andar e o meu deitar e conheces todos os meus caminhos.
Ainda a palavra não me chegou à língua e Tu, Senhor, já a conheces toda.

Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos;
vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno.

Independência ou Morte...



Programa legal de feriadão em Curitiba é ficar assistindo na TV as filas na estrada para o litoral de Santa Catarina. Primeiro, do povaréu indo, como se o mar fosse secar e virar sertão. Depois, do mesmo povaréu voltando, no domingo. Curitibano que é curitibano mesmo, tem que se mandar para as praias catarinenses em feriado prolongado. Ano novo e carnaval então, é lei... Tem que ir... Pessoalmente acho que é justamente nessas datas que Curitiba fica muito melhor, pela total falta de vocação festeira.
Quanto aos engarrafamentos, isso não é viagem... Isso é tortura... E não basta ficar preso dentro do carro... Tem que levar os dois filhos e o sobrinho junto, pra criançada ficar lutando no banco de trás e pedindo pra beber água ou fazer xixi... Me faz lembrar daquele filme com o Michael Douglas - UM DIA DE FÚRIA - Em que ele fica preso em um engarrafamento num tórrido dia de verão de Los Angeles, surta e decide abandonar seu carro no local e seguir para a casa de sua ex-esposa a pé. Armado e atirando pra tudo que é lado. Filme, engarrafamento, gente atirando e motoristas de fim de semana. Fico em casa.

Pretexto


Cogito, ergo sum...