domingo, 30 de agosto de 2009

The Boy II



Fazendo uma limpa nas minhas pilhas de coleções de revista, encontrei o número 1 da revista SET, de 1987, com capa do Mickey Rourke. No auge da carreira, com a chamada de capa de ser “o novo mito das telas” ele concede uma longa entrevista sobre os filmes Coração Satânico (1986), Barfly - Condenados pelo Vício (1987) e A Prayer for The Dying (1987) nos quais havia acabado de trabalhar. Era tido como o novo Marlon Brando, com sua atuação dramática e sussurrada. Uma fera que havia, na pele do detetive Harry Angel, confrontado um De Niro encarnando Louis Cypher. Eu particularmente, já havia me impressionado com ele no extinto cine Condor, em 1983/84, dirigido por Francis Ford Coppola, em O Selvagem da Motocicleta. Mais tarde, ele se tornaria conhecido do grande público através do filme 9 e 1/2 Semanas de Amor, de Adrian Lyne, contracenando com Kim Basinger. 

Hoje, mais de 20 anos desta promessa de “novo mito”, é perceptível o rumo inverso que sua carreira tomou. E, ao contrário do que já escrevi em um post anterior sobre James Dean, imortalizado no auge dos seus 24 anos, com apenas 03 filmes na carreira (sendo que 02 deles – Rebel Without a Cause e Giant) sequer haviam sido lançados.

Os filmes do menino Dean foram magníficos. Como também foram os protagonizados por Rourke, que foi um astro tardio, só atingindo a fama próximo dos 35 anos.

E eu penso, inevitavelmente: se Dean tivesse vivido e podido fazer outros filmes, talvez engordaria e entraria em decadência. E seus filmes seriam vistos com outros olhos. Já Rourke, se tivesse morrido naquele ano de 87, ou logo após 9 Semanas e Meia, teria sido eternizado com aquele sorriso cínico e tom de voz que fez 9 entre 10 mulheres do final da década de 80 saírem do cinema com a respiração alterada. E o mito ficaria para sempre... Mesmo sem nunca ter sido...

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